30 antes dos 30: Alice

Alice (2005)

São poucos os filmes portugueses na lista e os que lá estão são, sobretudo, clássicos antigos (Manoel de Oliveira, Paulo Rocha, Fernando Lopes). Mas depois há Marco Martins e o seu “Alice”, filme de 2005 que surpreendeu tudo e todos.

Marco Martins era um jovem realizador, mas, 14 anos depois da estreia de “Alice”, isso pouco conta. Agora já tem obra feita para mostrar que o sucesso daquela sua primeira longa-metragem não foi fruto do acaso. “Alice”, contudo, não tem nada de jovem, se, por jovem, falarmos de uma visão que ainda não amadureceu, a que falta qualquer coisa. Continue reading

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30 antes dos 30: A lista

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Cinema Paradiso (1988)

Em 2015, lancei a mim mesma o desafio de dar gás à minha cultura cinematográfica. A proposta era simples: ver 30 dos melhores filmes de sempre antes de completar 30 anos. Além da conhecida lista de sugestões de Martin Scorsese a um jovem cineasta, que a pretensão não é tanta, coleccionei recomendações dos cinéfilos à minha volta.

Alguns já tinham sido vistos (estão marcados a azul). Outros mereceram algumas palavras.

Entretanto, a lista tornou-se curta porque surgiram mais recomendações. Não foi possível ignorar os tops do mundo do cinema, opiniões de quem admiro neste mundo, artigos bem fundamentados sobre os filmes que não se pode deixar de ver.

A lista, que começou em 2015, foi actualizada em setembro de 2019. Falta apenas um mês para os 30.

One Flew Over the Cuckoo’s Nest | Milos Forman | 1975
ET | Steven Spielberg | 1982
Jaws | Steven Spielberg | 1975
Close Encounters of the Third Kind | Steven Spielberg | 1977
In the Mood for Love | Wong Kar-wai | 2000 | Sobre o filme
2046 | Wong Kar-wai | 2004
Raging Bull | Martin Scorsese | 1980 | Sobre o filme
After Hours | Martin Scorsese | 1985
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30 antes dos 30: Aniki Bóbó

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Aniki Bóbó (1942)

Apesar de não estar na lista, achei que não podia passar pelo melhor do cinema sem ver Manoel de Oliveira. No dia em morreu, aos 106 anos, conheci a sua primeira longa-metragem de ficção.

Aniki Bóbó (1942) é um retrato ternurento da infância passada nas margens do Douro, durante os anos da Segunda Guerra. Das histórias e aventuras de miúdos que escapavam à escola para ir ver os comboios a passar. De crianças que diziam coisas de adultos com pronúncia cerrada e vozes de pequeno. Uma estória quase clássica de boy meets girl.

“Queres brincar comigo?”

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