30 antes dos 30: The Machinist

Christian Bale em The Machinist (2004)

O filme sobre Dick Cheney, Vice, é já um forte candidato desta época de prémios. Agora que está perto de chegar às salas de cinema portuguesas, vale a pena recordar outro papel icónico do protagonista. Christian Bale, o actor tantas vezes apontado como um camaleão em Hollywood, esteve, literalmente, no extremo oposto da balança em The Machinist, de 2004.

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30 antes dos 30: Birdman or (The Unexpected Virtue of Ignorance)

Michael Keaton como Birdman

And did you get what you wanted from this life, even so?
I did.
And what did you want?
To call myself beloved, to feel myself beloved on the earth.

“Late Fragment”, Raymond Carver

Uma história que começa com um tipo a flutuar,de pernas cruzadas, vestido apenas com umas cuecas brancas, pode ir dar a qualquer lado. Foi assim que Alejandro G. Iñárritu descreveu “Birdman or (The Unexpected Virtue of Ignorance)”, filme que realizou em 2014 com um elenco de luxo no topo da sua forma, uma cinematografia irreverente e uma história dos tempos modernos. Continue reading

30 antes dos 30: Django Unchained

Jamie Foxx em Django Unchained

There ain’t no grave can hold my body down.

Entre correntes que se arrastam pelo chão, a voz de Johnny Cash ecoa no trailer de Django Unchained. There ain’t no grave can hold my body down. Quentin Tarantino pediu emprestados o carisma da voz de Cash e o contexto instantâneo para onde a música remete e decidiu situar aí a história de Django Unchained, um filme de 2012 sobre o fim da escravatura nos Estados Unidos da América. Continue reading

30 antes dos 30: Life of Brian

Life of Brian (1979)

Ainda no rescaldo do Natal, fechamos o ano com um dos melhores filmes de sempre, que se atira a um dos temas mais delicados de todos os tempos. Life of Brian é uma história sobre o fervor religioso e um marco político e histórico daquele ano de 1979.

Como reza a história, os seis Monty PythonGraham ChapmanJohn CleeseTerry GilliamEric IdleTerry Jones e Michael Palin – decidiram avançar com este projecto depois do sucesso de Holy Grail (1975). A ideia terá surgido entre copos, em Amesterdão, e foi sendo polida até chegar ao enredo como o conhecemos: o judeu Brian Cohen (Graham Chapman) tem o infortúnio de nascer no estábulo ao lado daquele onde Jesus Cristo vem ao mundo e, durante a sua vida, vai sendo confundido com o Messias. Ao descobrir que, afinal, é filho de um romano, rebela-se e trata de juntar-se a um dos grupos que buscam a abolição do Império, empreitada que o leva, ironicamente, a acabar pregado numa cruz. Terry Jones realizou, Chapman desempenhou o papel principal e os membros dos Monty Python foram rodando entre si os papéis dos diferentes quadros do filme, como se fossem sketches de um especial de comédia. Continue reading