30 antes dos 30: Schindler’s List

Liam Neeson e Ben Kingsley em Schindler’s List

Schindler’s List fez 25 anos em 2018 e Steven Spielberg afirmou ser uma altura urgente para revisitar o filme. O realizador, que ganhou os primeiros Oscars com este título, dedicou-se a esta história como se fosse uma missão moral contar como Oskar Schindler resgatou da morte 1100 judeus, durante a ocupação nazi da Polónia. Schindler’s List é um dos filmes mais indispensáveis que os 30 antes dos 30 trouxeram até agora, porque é um documentário sobre como a bondade supera o ódio e a razão pode ser incapaz de compreender o preconceito. Continue reading

“Ao menos, agora pode-se falar”

Tiago Miranda/Expresso

Quando as nossas referências começam a desaparecer, é a história que se perde. Quem vão ser as referências dos próximos? O que é que vamos fazer com a memória das pessoas que construíram isto que somos?

José Mário Branco morreu hoje, 19 de novembro de 2019.

“Trip fenomenal, proibido voltar atrás,
Viva a liberdade, né filho?”

Sabem o que se diz do Eça? Que continua a descrever, com pontaria certeira, aquilo que somos. Que o José Gil nos tirou a pinta ao medo de existir. O José Mário Branco fez a crónica da nossa desilusão e deste nunca sair da cepa torta. E devia ser estudado e celebrado por isso e homenageado com aquela mudança que tanto cantou.

“Esta merda não anda porque a malta não quer que esta merda ande!”

Ele já não tinha ilusões. Só inquietações.

“Quero ser feliz, porra!”

“Valeu a pena a travessia? Valeu, pois.”

A letra de FMI com anotações de José Mário Branco, para ver aqui.
E outros documentos da sua vida e obra, aqui.

30 antes dos 30: Magnolia

John C. Reilly e Melora Walters em Magnolia

Paul Thomas Anderson criou uma legião de seguidores. Já era tempo de a lista chegar até ele. Estreou Magnolia quando não tinha sequer 30 anos. Ele não tinha ainda 30, eu acabei de os fazer. A ironia não diz mais do que isso, mas é um bom ponto de partida para a reflexão que ele propõe com este filme. Ou, pelo menos, para a interpretação que aqui fica. Continue reading

30 antes dos 30: Psycho

Janet Leigh em Psycho (1960)

Em 2020, passam 60 anos desde que o público conheceu Psycho e a indústria do cinema nunca mais foi a mesma. A frase é cliché. O que não é cliché são as personagens de Alfred Hitchcock, mestre do suspense, que se propôs fazer um dos melhores filmes de sempre com um orçamento reduzido, uma equipa de televisão e actores pouco conhecidos. Ao fim de todos estes anos, o filme continua a fascinar espectadores. Continue reading