30 antes dos 30: Paris, Texas

Nastassja Kinski e Harry Dean Stanton em Paris, Texas

Paris é um sítio algures perdido no estado americano do Texas, um sonho para onde Travis caminha há muitos anos. Wim Wenders conta a história de um homem resgatado à sua própria solidão, que tenta reparar os erros da vida. Sem desassossegos ou assombros, Paris, Texas é um filme comovente sobre deixar uma marca no mundo. Antes que o tempo se esgote. Continue reading

30 antes dos 30: Death in Venice

Death in Venice, de Luchino Visconti

Um adaptação distante do original, um filme sem história, uma narrativa superficial. Ainda que algumas críticas desconsiderem Death in Venice (1971), este que foi um dos últimos filmes de Luchino Visconti presta-se a leituras mais vastas. Como a beleza, que é tema central deste filme, e que Visconti situa no mundo dos sentidos. Continue reading

30 antes dos 30: Schindler’s List

Liam Neeson e Ben Kingsley em Schindler’s List

Schindler’s List fez 25 anos em 2018 e Steven Spielberg afirmou ser uma altura urgente para revisitar o filme. O realizador, que ganhou os primeiros Oscars com este título, dedicou-se a esta história como se fosse uma missão moral contar como Oskar Schindler resgatou da morte 1100 judeus, durante a ocupação nazi da Polónia. Schindler’s List é um dos filmes mais indispensáveis que os 30 antes dos 30 trouxeram até agora, porque é um documentário sobre como a bondade supera o ódio e a razão pode ser incapaz de compreender o preconceito. Continue reading

“Ao menos, agora pode-se falar”

Tiago Miranda/Expresso

Quando as nossas referências começam a desaparecer, é a história que se perde. Quem vão ser as referências dos próximos? O que é que vamos fazer com a memória das pessoas que construíram isto que somos?

José Mário Branco morreu hoje, 19 de novembro de 2019.

“Trip fenomenal, proibido voltar atrás,
Viva a liberdade, né filho?”

Sabem o que se diz do Eça? Que continua a descrever, com pontaria certeira, aquilo que somos. Que o José Gil nos tirou a pinta ao medo de existir. O José Mário Branco fez a crónica da nossa desilusão e deste nunca sair da cepa torta. E devia ser estudado e celebrado por isso e homenageado com aquela mudança que tanto cantou.

“Esta merda não anda porque a malta não quer que esta merda ande!”

Ele já não tinha ilusões. Só inquietações.

“Quero ser feliz, porra!”

“Valeu a pena a travessia? Valeu, pois.”

A letra de FMI com anotações de José Mário Branco, para ver aqui.
E outros documentos da sua vida e obra, aqui.