30 antes dos 30: The Big Lebowski

The Big Lebowski (1998)

The Big Lebowski (1998)

Joel e Ethan Coen entregam histórias estranhas e cativantes. Fazem equilíbrios perfeitos entre enredos inusitados e humor subtil. The Big Lebowski é assim.

Três dos meus conselheiros tinham determinado que não podia passar dos 30 sem ver este filme. As expectativas eram elevadas mas nada do que encontrei aqui correspondia ao que esperava. Sem conhecer a história (suspeito que era a única pessoa), foi fácil imaginar uma personagem maior para Jeff Bridges do que a de um pacifista arraçado de bum. Valeram-lhe os White Russians, os man a fechar cada frase e aquele jeito descontraído com que encara a sucessão de infortúnios que lhe acontecem. (Quem é que se preocuparia com o tapete da entrada depois de ver a sua cabeça enfiada na sanita?) Valeu-lhe também o efeito da idade. É que este filme saiu em 1998, ainda eu não tinha completado uma década e o Jeff, um perfeito jovem de quase 50 anos, apresentava muito menos rugas do que hoje. Perdoem-me a fraca memória, mas o Jeff Bridges que eu conheço é o do True Grit, onde este cabelo pelos ombros à surfista (a fazer lembrar o Eddie Vedder) é substituído por madeixas rudes e brancas, presas debaixo de um chapéu empoeirado.

The Dude não desagrada mas é a personagem de John Goodman que mais surpreende. Walter é o amigo do protagonista, porque todos os heróis precisam do seu fiel companheiro. Desajeitado, psicótico e castiço, Walter é um veterano do Vietname que o cinema dos tempos modernos diria ter voltado com um grande post-traumatic stress disorder. Os Coen preferem apresentá-lo como um forte adepto do bowling com uma fixação por armas e uma grande pancada.

A Steve Buscemi coube o papel de Donny. A sua função não é mais do que servir de muleta às intervenções irascíveis de Walter.

Uma palavra ainda para Philip Seymour Hoffman no papel de assistente do grande Lebowski. A sua participação não tem grande relevância na história mas é sempre agradável vê-lo nestes papéis tão seus, de personagens nervosas e rígidas.

Esta lista tem pouco dos Coen. Mas eu tenho vontade de continuar no mundo paralelo de Joel e Ethan. Um mundo que corre ao ritmo de uma canção triste de Johnny Cash, com personagens tão reais como as das histórias de Kerouac.

Screen Shot 2015-11-11 at 00.20.53

Screen Shot 2015-11-11 at 01.41.33

5021815e2866463e66d9bfbe23a29b6d_jpg_290x478_upscale_q90

 The Big Lebowski (1998). Joel e Ethan Coen 

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out /  Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out /  Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out /  Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out /  Change )

w

Connecting to %s