30 antes dos 30: Léon, The Professional

Jean Reno e Natalie Portman em Léon, The Professional (1994)

Ao subir as escadas do seu prédio, depois da habitual paragem na mercearia para comprar leite, Léon encontra uma criança. As pernas a bambolear, de um piso para o inferior, estão vestidas com leggings de cartoons. O cabelo curto esconde-lhe a cara. Disfarça o cigarro. É assim que Luc Besson nos apresenta a personagem Mathilda, em Léon, The Professional. É assim que Léon a conhece, enquanto sobe a escada até casa, depois da habitual paragem na mercearia para comprar dois pacotes de leite. Continue reading

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30 antes dos 30: Dazed and Confused

Dazed and Confused (1993)

Um Pontiac amarelo rompe ao som de “Sweet Emotion”. Dois clássicos fazem a cena de abertura de Dazed and Confused. O carro é de 1970, a faixa é dos Aerosmith. Está lançado o tom do filme que deu nome a Richard Linklater, em 1993.

Dazed and Confused bebe do entusiasmo juvenil dos muitos actores que se estrearam com esta oportunidade. Absorve essa energia e retrata-a. Inspira-se na urgência do mundo teen e traduz aquela pressa de viver. Continue reading

30 antes dos 30: Taxi Driver

Robert De Niro como Travis Bickle, Taxi Driver (1976)

Circula por aí uma lista de 39 recomendações de Martin Scorsese a um jovem cineasta que queria preencher as lacunas da sua formação. Que filmes lhe faltava ver?

A pergunta também me ocorreu. Quais os clássicos indispensáveis a quem está prestes a atingir uns respeitáveis 30 anos? À falta de Scorsese, traçou-se uma lista com as recomendações dos apreciadores de cinema mais à mão. “30 antes dos 30” é o mote (embora já sejam muito mais as recomendações na calha).

Scorsese não é só o ponto de partida deste desafio, mas também um dos nomes mais sugeridos. E nada mais justo que começar pelo filme que deu ao cinema uma das suas frases mais conhecidas. “Are you talking to me”, pergunta-nos Robert De Niro – a improvisar – na pele de Travis Bickle, um veterano do Vietname de olhar inflamado. Porque as memórias de guerra não o deixam dormir, percorre as ruas da Nova Iorque dos anos 1970 a planear como irá, um dia, limpar a cidade. A partir do seu táxi, Travis vai condenando a sujidade das ruas, a podridão dos vícios, o lado negro da condição humana. E espera pela chuva que, acredita, vai purgar as ruas. Continue reading

30 antes dos 30: A lista

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Cinema Paradiso (1988)

Em 2015, lancei a mim mesma o desafio de dar gás à minha cultura cinematográfica. A proposta era simples: ver 30 dos melhores filmes de todo o sempre antes de completar 30 anos. Além da conhecida lista de sugestões de Martin Scorsese a um jovem cineasta, que a pretensão não é tanta.

Faltam apenas dois (anos) e muitos dos filmes que entretanto, por sugestão de vários cinéfilos, somaram bem mais de 30.

Alguns já tinham sido vistos. Outros foram acrescentados por mim mesma à lista. Outros ainda não foram sugeridos mas mereciam um lugar, como o Casablanca, um dos meus preferidos de sempre.

A azul, os filmes que vi nos 26 anos antes da lista. Sobre os que, entretanto, fui vendo, ficam algumas palavras.

One Flew Over the Cuckoo’s Nest | Milos Forman | 1975
ET | Steven Spielberg | 1982
Jaws | Steven Spielberg | 1975
Close Encounters of the Third Kind | Steven Spielberg | 1977
In the Mood for Love | Wong Kar-wai | 2000 | Sobre o filme
2046 | Wong Kar-wai | 2004
Raging Bull | Martin Scorsese | 1980
After Hours | Martin Scorsese | 1985
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30 antes dos 30: Man on the Moon

Jim Carrey e Milos Forman, Man on the Moon (1999)

Andy [Jim Carrey]: You don’t know the real me.
Lynne [Courtney Love]: There isn’t a real you.
Andy [Jim Carrey]: Oh yeah. I forgot.

Jim Carrey é Andy Kaufman em Man on the Moon. Jim Carrey lutou pelo papel daquele que foi o seu ídolo. No documentário Jim & Andy: The Great Beyond (2017), para a Netflix, o actor explica que, ao receber a notícia, o próprio Andy Kaufman regressou para fazer o filme sobre a sua vida.

A homenagem acabou por ser um caminho quase sem retorno. Jim Carrey perdeu-se na personagem e é isso mesmo que conta no documentário da Netflix . Desligadas as câmaras, longe dos holofotes, Jim Carrey continuou a ser Andy Kaufman. E terminado o filme, restou a pergunta: quem é Jim Carrey?

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