30 antes dos 30: Tokyo Story

Tokyo Story

Tokyo Story (1953)

Para muitos, é um dos maiores realizadores em todo o mundo. Mas não o vemos nas grandes salas de cinema, na programação televisiva de domingo à tarde, nem nos videoclubes. Yasujirō Ozu não é dos blockbusters, dos efeitos especiais ou dos actores-celebridades, mas criou algumas das mais bonitas peças de cinema. E fê-lo à sua maneira: serena, introspectiva, simples. Num mundo a correr, é preciso dedicar-lhe tempo. E é justamente o tempo um dos elementos mais fortes de Tōkyō Monogatari (Tokyo Story, 1953). Continue reading

30 antes dos 30: Os Verdes Anos

Os Verdes Anos, de Paulo Rocha

“A primeira vez que vi a cidade de Lisboa, pensei comigo: ‘esta terra é como uma dama que tem que ser engatada com muito jeito. Nada de pressas, nada de deitar a mão antes do tempo (…). É preciso, sobretudo, um homem lembrar-se que nasceu numa aldeia de pategos e aprender a aguentar-se’.” Continue reading

30 antes dos 30: 25th Hour

Edward Norton em 25th Hour

“Fuck this town and everyone in it.”

Há cinco fases do luto – negação, raiva, negociação, depressão e aceitação. Montgomery Brogan (Edward Norton) é um homem que está a fazer esse caminho. Está conformado com o seu destino, mas não sabemos o que o espera durante uma boa parte de 25th Hour (2002), filme de Spike Lee, com história e guião de David Benioff. Continue reading

Tim Bernardes

Esta voz e esta maneira de cantar. Tim Bernardes é o melhor artista que conheci nos últimos tempos e está em Portugal a dar concertos. Aproveitou para gravar umas coisinhas com os Capitão Fausto e o Salvador Sobral. Já só falta o Samuel Úria.

30 antes do 30: Manhattan

Manhattan. Woody Allen (1979)

Para ele, a morte é uma fatídica inevitabilidade que nos deve encher de angústia. Para os millennials, a angústia é conhecer a obra de Woody Allen a começar pelo fim. Manhattan (1979) foi, com Annie Hall (1977), um dos primeiros grandes filmes do realizador, mas a constante reinvenção da mesma história, ao longo de anos, retirou-lhe a surpresa. O brilho está lá, assim como as suas marcas clássicas. Mas já vimos este filme demasiadas vezes. Continue reading