30 antes dos 30: Aquele Querido Mês de Agosto

Sónia Bandeira e Fábio Oliveira em Aquele Querido Mês de Agosto

É uma crónica do interior de Portugal no mês mais movimentado do ano. Aquele Querido Mês de Agosto é o produto da tirania financeira do cinema, um resultado que muitos viram como uma lufada de ar fresco. Ficção, documentário ou realidade, tudo o que há neste filme é o olhar do seu realizador – e inventor – Miguel Gomes, sobre o interior de um País que fervilha apenas algumas semanas por ano e o que resta dele nos outros onze meses. Continuar a ler

30 antes dos 30: Paris, Texas

Nastassja Kinski e Harry Dean Stanton em Paris, Texas

Paris é um sítio algures perdido no estado americano do Texas, um sonho para onde Travis caminha há muitos anos. Wim Wenders conta a história de um homem resgatado à sua própria solidão, que tenta reparar os erros da vida. Sem desassossegos ou assombros, Paris, Texas é um filme comovente sobre deixar uma marca no mundo. Antes que o tempo se esgote. Continuar a ler

30 antes dos 30: Schindler’s List

Liam Neeson e Ben Kingsley em Schindler’s List

Schindler’s List fez 25 anos em 2018 e Steven Spielberg afirmou ser uma altura urgente para revisitar o filme. O realizador, que ganhou os primeiros Oscars com este título, dedicou-se a esta história como se fosse uma missão moral contar como Oskar Schindler resgatou da morte 1100 judeus, durante a ocupação nazi da Polónia. Schindler’s List é um dos filmes mais indispensáveis que os 30 antes dos 30 trouxeram até agora, porque é um documentário sobre como a bondade supera o ódio e a razão pode ser incapaz de compreender o preconceito. Continuar a ler

“Ao menos, agora pode-se falar”

Tiago Miranda/Expresso

Quando as nossas referências começam a desaparecer, é a história que se perde. Quem vão ser as referências dos próximos? O que é que vamos fazer com a memória das pessoas que construíram isto que somos?

José Mário Branco morreu hoje, 19 de novembro de 2019.

“Trip fenomenal, proibido voltar atrás,
Viva a liberdade, né filho?”

Sabem o que se diz do Eça? Que continua a descrever, com pontaria certeira, aquilo que somos. Que o José Gil nos tirou a pinta ao medo de existir. O José Mário Branco fez a crónica da nossa desilusão e deste nunca sair da cepa torta. E devia ser estudado e celebrado por isso e homenageado com aquela mudança que tanto cantou.

“Esta merda não anda porque a malta não quer que esta merda ande!”

Ele já não tinha ilusões. Só inquietações.

“Quero ser feliz, porra!”

“Valeu a pena a travessia? Valeu, pois.”

A letra de FMI com anotações de José Mário Branco, para ver aqui.
E outros documentos da sua vida e obra, aqui.