Podcasts há muitos: 8 sugestões para ouvir em 2020

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Como diz o outro, podcasts há muitos.

A moda pegou em força, embora esta forma de áudio difundido em meios digitais não seja propriamente nova. O que é novo é o interesse em torno dos podcasts, as ferramentas que agora temos para criar conteúdos diferentes e as ideias que surgem a partir daí. Continuar a ler

50 ways to leave your lover

 

Até ao fim do mundo

É hoje, 6ª-feira, dia 29 de janeiro de 2016, que saio do Observador. É hoje que me despeço de si, com lágrimas a correr pela cara. São lágrimas, sim, de orgulho, de amor. Este é o meu até já.
Rua Luz Soriano, nº 67. Data marcada: 10 de março de 2014. Eu, o Diogo Queiroz de Andrade e o José Manuel Fernandes trabalhámos meses a fio para pensar numa estrutura, no site, fazer um orçamento – realista, mas adequado à dimensão do desafio. Fomos procurar casa, encontrar os jornalistas certos, os que queríamos e os novos, depois de ouvirmos centenas, de recebermos milhares de currículos. Faz hoje quase dois anos que descemos as escadas e os fomos receber à porta.
Lembro-me do nervosismo, dos sorrisos, da ansiedade. Deles e nosso. Naquele ido mês de março, lançar um projeto de média era quase um ato de loucura e todos tínhamos ouvido o mesmo, até dos amigos a sério: não há espaço para vocês, o mercado está em crise, são juniores e inexperientes, a concorrência do ‘novo’ Expresso vai ser terrível.

O David Dinis escreveu hoje o seu último 360°. Cara do Observador, o David Dinis vai agora para a TSF. Lembrei-me da despedida do Pedro Santos Guerreiro do Negócios. Não passei pelo Observador nem pelo Negócios, mas tudo isto também é muito meu.

Hop on the bus, Gus
You don’t need to discuss much
Just drop off the key, Lee
And get yourself free

Windsurf e surubas

© TVI

© TVI

Dizem que não falam a sério mas produzem alguns dos mais ponderados comentários políticos da praça. O humor inteligente apimenta as evidências mas não resistem às graçolas corriqueiras, ao windsurf e às surubas.

O Governo Sombra está de volta, num formato diferente. Passa a passar primeiro na televisão e depois na rádio. Em directo e com convidados surpresa. Ao primeiro programa, confirmei o meu receio. O Governo Sombra passou a ser o espectáculo de Ricardo Araújo Pereira e companhia. Sentindo o cheiro de público ali bem perto, os aplausos à distância de uma pequena piada, RAP não resiste a substituir o comentador arguto pelo humorista fácil. Cede mesmo a esbracejar para a audiência explicando (mais uma vez) as suas perdas no caso BES.

Da celeuma que gerou a composição do público deste primeiro programa, nada a dizer. Aguardo pacientemente que os ministros sombra e o moderador expliquem a escolha maioritária de senhores de bigode (e que frondosos eram alguns deles) para assistir ao lançamento da nova série. Não terá sido ao acaso, aposto. Fico para ver como será o próximo programa.

PS. Já existe novo blog do Pedro Mexia? Estamos precisando.