
JN | 13/10/2016

JN | 13/10/2016



DN, 6 Out 2016
É bom quando ganham os melhores.
A frase precisa de ser lida mais uma, outra vez. Porque sim, é verdadeiramente bom quando ganham os melhores. Nisto da eleição para escolher o novo secretário-geral das Nações Unidas, parecia que havia um só candidato, porque só se falava deste. Na verdade, eram mais de 10 os que disputavam o cargo juntamente com António Guterres. Na reta da meta, apareceu ainda a candidatura que nos deixou a pensar que tinha valido o esforço, mas pronto, não é habitual calhar-nos tal sorte e portanto ficamo-nos por aqui.
Surpreendentemente, não. Guterres ganhou mesmo. E é bom quando ganham os melhores. É bom viver num momento (mesmo que tenha a duração de um fósforo) onde o mérito, as capacidades, a preparação e a experiência são motivos de sobra para indicar sujeito A ao cargo x. E não pesam mais os acordos de influência ou a nacionalidade ou a conveniência.
Não nos rendemos à escolha politicamente correcta. Porquê eleger uma mulher? Por ser mulher e a primeira a ocupar o cargo? Mas não sendo o candidato mais apto, deveríamos sequer considerar como argumento o seu género?
O Presidente da República escreveu a linha mais avisada que li e ouvi sobre a vitória de António Guterres. Porque o que esteve sempre em causa era escolher o melhor. The best man (or woman) for the job.
Damn song, keeps haunting me.
Alimentos com excesso de açúcar, sal e gorduras deverão ser alvo de um aumento de impostos, avançou ontem a comunicação social.
É fácil ilustrar a notícia com um gorduroso hamburger do McDonald’s, para ajudar a diabolizar esses alimentos nocivos para a saúde e engolir melhor o novo aumento. Mas a SIC fugiu um pouco à regra e ajudou a perceber que alimentos podem estar contemplados neste fat tax.
Queijo, fiambre, sumos de garrafa. Tudo o que qualquer miúdo compra facilmente no bar da escola. Alimentos muito presentes no menu de muitos adultos.
Ah, mas os impostos indirectos só afectam quem quer comprar esses produtos. Há liberdade de escolha, argumenta-se.
Quando se taxa tudo à nossa volta, fica difícil escolher. E não me parece que limitar o leque de opções seja condição em letras pequeninas inscrita no verbete de “liberdade”.
Não? Então, se calhar vale a pena dizer que o Governo também está a pensar aumentar o imposto sobre o vinho.
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