30 antes dos 30: Schindler’s List

Liam Neeson e Ben Kingsley em Schindler’s List

Schindler’s List fez 25 anos em 2018 e Steven Spielberg afirmou ser uma altura urgente para revisitar o filme. O realizador, que ganhou os primeiros Oscars com este título, dedicou-se a esta história como se fosse uma missão moral contar como Oskar Schindler resgatou da morte 1100 judeus, durante a ocupação nazi da Polónia. Schindler’s List é um dos filmes mais indispensáveis que os 30 antes dos 30 trouxeram até agora, porque é um documentário sobre como a bondade supera o ódio e a razão pode ser incapaz de compreender o preconceito. Continuar a ler

30 antes dos 30: Magnolia

John C. Reilly e Melora Walters em Magnolia

Paul Thomas Anderson criou uma legião de seguidores. Já era tempo de a lista chegar até ele. Estreou Magnolia quando não tinha sequer 30 anos. Ele não tinha ainda 30, eu acabei de os fazer. A ironia não diz mais do que isso, mas é um bom ponto de partida para a reflexão que ele propõe com este filme. Ou, pelo menos, para a interpretação que aqui fica. Continuar a ler

30 antes dos 30: A Torinói Ló

A Tórinoi Ló (2011)

A Tórinoi Ló (2011)

São pouco mais de 30 planos nestas duas horas e meia de filme. Béla Tarr é perito em prolongar as cenas até ao limite da exaustão do espectador. E o que é que há para lá do limite? Em A Torinói Ló (2011), há uma conclusão concreta sobre a finitude do Homem. Para lá desse limite, das repetições monótonas e do silêncio absurdo, há uma angústia asfixiante que se prolonga tanto quanto aquele vento continua a assobiar-nos nos ouvidos, depois de o pano escuro descer sobre a tela. Continuar a ler