Para a Viagens & Resorts de Abril/Maio, a exposição que evoca a memória, o percurso e, sobretudo, o talento de Alexander McQueen. Savage Beauty, até 2 de Agosto, no Victoria & Albert Museum, em Londres.
As mulheres são.
Tenho aqui um rascunho que data de 8 de Março. Fala sobre o discurso de Patricia Arquette nos Óscares e sobre desigualdade de géneros que se reflecte nos salários.
Fala em imposição de quotas para mulheres nas administrações de empresas e em meritocracia. Fala sobre acções que marcaram o Dia da Mulher deste ano. Fala da campanha “Quem te ama não te agride” e fala da música “Cansada“, onde a APAV juntou grandes vozes femininas. Fala inevitavelmente de violência mas fala sobretudo de igualdade.
Ora, este rascunho ficou-se por isso porque foi cozinhado em lume forte (a arder na pele) e estas coisas precisam de marinar antes de ver a luz do dia.
Acabei por não publicar.
Mas hoje, a ler a entrevista da Alexandra Lucas Coelho ao Paulo Moura, para o ípsilon, lembrei-me do post ainda por terminar e percebi que as palavras da escritora coincidiam, em parte pelo menos, com o motivo que me levou pensá-lo.
Diz a Alexandra, sobre a protagonista do seu O Meu Amante de Domingo:
Uso as palavras – e a leitura – da Alexandra, já que as minhas não fariam justiça ao que é preciso dizer sobre o que para aí anda: «…a sobranceria, o disparate, a arrogância…».
Porque a sobranceria, o disparate e a arrogância estão à frente dos nossos narizes tantas vezes que passamos a ignorá-los. Como fazemos com aqueles óculos grossos, de massa e cores garridas, que aprendemos a não ver, pelo canto do olho, ao fim de alguns dias.
30 antes dos 30: Aniki Bóbó

Aniki Bóbó (1942)
Apesar de não estar na lista, achei que não podia passar pelo melhor do cinema sem ver Manoel de Oliveira. No dia em morreu, aos 106 anos, conheci a sua primeira longa-metragem de ficção.
Aniki Bóbó (1942) é um retrato ternurento da infância passada nas margens do Douro, durante os anos da Segunda Guerra. Das histórias e aventuras de miúdos que escapavam à escola para ir ver os comboios a passar. De crianças que diziam coisas de adultos com pronúncia cerrada e vozes de pequeno. Uma estória quase clássica de boy meets girl.
30 antes dos 30: In the Mood for Love
Wong Kar-wai. Depois de tanto ouvir falar dele, escolhi-o como autor do primeiro filme desta lista que vai acompanhar-me nos próximos tempos. 30 filmes para ver antes dos 30 anos, uma tentativa de conhecer o que de melhor há no cinema para lá dos sucessos de bilheteira de Hollywood. Que bem preciso e já vai sendo tempo.
In the Mood for Love (Fa yeung nin wa) traz uma história tão simples quanto surpreendente. De cenas cativantes e detalhadas. De personagens misteriosas e reais (interpretações de Maggie Cheung e Tony Leung). A melhor parte? Simples. A voz do Nat King Cole a interromper(-me) e a completar momentos.
‘To the Virgins, to Make Much of Time’

Amsterdam 2014 © Filipa Moreno
Gather ye rosebuds while ye may,
Old Time is still a-flying;
And this same flower that smiles today
Tomorrow will be dying.
The glorious lamp of heaven, the sun,
The higher he’s a-getting,
The sooner will his race be run,
And nearer he’s to setting.
That age is best which is the first,
When youth and blood are warmer;
But being spent, the worse, and worst
Times still succeed the former.
Then be not coy, but use your time,
And while ye may, go marry;
For having lost but once your prime,
You may forever tarry.







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