As mulheres são.

Ipsilon-20150403

Tenho aqui um rascunho que data de 8 de Março. Fala sobre o discurso de Patricia Arquette nos Óscares e sobre desigualdade de géneros que se reflecte nos salários.

Fala em imposição de quotas para mulheres nas administrações de empresas e em meritocracia. Fala sobre acções que marcaram o Dia da Mulher deste ano. Fala da campanha “Quem te ama não te agride” e fala da música “Cansada“, onde a APAV juntou grandes vozes femininas. Fala inevitavelmente de violência mas fala sobretudo de igualdade.

Ora, este rascunho ficou-se por isso porque foi cozinhado em lume forte (a arder na pele) e estas coisas precisam de marinar antes de ver a luz do dia.
Acabei por não publicar.

Mas hoje, a ler a entrevista da Alexandra Lucas Coelho ao Paulo Moura, para o ípsilon, lembrei-me do post ainda por terminar e percebi que as palavras da escritora coincidiam, em parte pelo menos, com o motivo que me levou pensá-lo.

Diz a Alexandra, sobre a protagonista do seu O Meu Amante de Domingo:

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Uso as palavras – e a leitura – da Alexandra, já que as minhas não fariam justiça ao que é preciso dizer sobre o que para aí anda: «…a sobranceria, o disparate, a arrogância…».

Porque a sobranceria, o disparate e a arrogância estão à frente dos nossos narizes tantas vezes que passamos a ignorá-los. Como fazemos com aqueles óculos grossos, de massa e cores garridas, que aprendemos a não ver, pelo canto do olho, ao fim de alguns dias.

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