30 antes dos 30: In the Mood for Love

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In the Mood for Love (2000)

Wong Kar-wai. Depois de tanto ouvir falar dele, escolhi-o como autor do primeiro filme desta lista que vai acompanhar-me nos próximos tempos. 30 filmes para ver antes dos 30 anos, uma tentativa de conhecer o que de melhor há no cinema para lá dos sucessos de bilheteira de Hollywood. Que bem preciso e já vai sendo tempo.

In the Mood for Love (Fa yeung nin wa) traz uma história tão simples quanto surpreendente. De cenas cativantes e detalhadas. De personagens misteriosas e reais (interpretações de Maggie Cheung e Tony Leung). A melhor parte? Simples. A voz do Nat King Cole a interromper(-me) e a completar momentos.

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‘To the Virgins, to Make Much of Time’

Amsterdam 2014 © Filipa Moreno

Amsterdam 2014 © Filipa Moreno

Gather ye rosebuds while ye may,
Old Time is still a-flying;
And this same flower that smiles today
Tomorrow will be dying.

The glorious lamp of heaven, the sun,
The higher he’s a-getting,
The sooner will his race be run,
And nearer he’s to setting.

That age is best which is the first,
When youth and blood are warmer;
But being spent, the worse, and worst
Times still succeed the former.

Then be not coy, but use your time,
And while ye may, go marry;
For having lost but once your prime,
You may forever tarry.

Robert Herrick (15911674)

Pelo menos ainda temos o Twitter

© Público

© Público


Lá para Bruxelas, discute-se a Grécia. Sai ou não sai. Paga ou não paga. Varoufakis é sexy ou não é sexy.

Entretanto, na Internet, está a acontecer isto. Alguém criou a hashtag #SeNãoTivéssemosEmprestadoDinheiroAosGregos e o Twitter está a divertir-se a conjecturar Portugal num presente alternativo. Ficam algumas ideias.

A adopção. Outra vez.

2011-nph

Neil Patrick Harris tweeted this Halloween picture with his husband and two kids

A Assembleia da República chumbou hoje três propostas para legalizar a adopção por casais homossexuais, uma do PS, outra do Bloco de Esquerda e ainda outra dos Verdes. Pela quarta vez em quatro anos, esta maioria parlamentar decidiu que casais do mesmo sexo não podem adoptar crianças legalmente.

Era na bancada do PSD que se depositavam esperanças (e na PCP alguma surpresa, porque iria votar a favor). Os deputados social-democratas tinham liberdade de voto. Apenas sete votaram a favor de duas propostas.

Votos à parte, e porque as contas batem sempre na mesma resposta negativa, não consigo compreender como é que continuam a ser objecto de votação temas como este. Com que autoridade pode um partido decidir se crianças têm ou não direito a uma família? Será o facto de existirem duas figuras parentais do mesmo sexo suficiente para impor que se legisle sobre o assunto? Numa sociedade que defende a diferença e a liberdade, pode votar-se o amor?

E voltando à ideologia: como podemos nós, portugueses, aceitar um Parlamento que se rende à pura ideologia para classificar como inaceitável uma realidade tão comum quanto normal? Resta-nos esperar que uma maioria de Esquerda possa, pelo menos neste assunto, agir com o juízo que a intransigente defesa da liberdade obriga.

Este post serve para explicar que é por estas e por outras que nunca poderei alinhar totalmente com um partido político ou com uma ideologia fechada. E sim, a foto foi escolhida a dedo para mostrar como há famílias felizes com pais do mesmo sexo.