30 antes dos 30: A Torinói Ló

A Tórinoi Ló (2011)

A Tórinoi Ló (2011)

São pouco mais de 30 planos nestas duas horas e meia de filme. Béla Tarr é perito em prolongar as cenas até ao limite da exaustão do espectador. E o que é que há para lá do limite? Em A Torinói Ló (2011), há uma conclusão concreta sobre a finitude do Homem. Para lá desse limite, das repetições monótonas e do silêncio absurdo, há uma angústia asfixiante que se prolonga tanto quanto aquele vento continua a assobiar-nos nos ouvidos, depois de o pano escuro descer sobre a tela. Continuar a ler

30 antes dos 30: The Shawshank Redemption

Tim Robbins e Morgan Freeman em The Shawshank Redemption

“It was like some beautiful bird flapped into our drab little cage and made these walls dissolve away. And for the briefest of moments – every last man at Shawshank felt free.” Continuar a ler

30 antes dos 30: Tokyo Story

Tokyo Story

Tokyo Story (1953)

Para muitos, é um dos maiores realizadores em todo o mundo. Mas não o vemos nas grandes salas de cinema, na programação televisiva de domingo à tarde, nem nos videoclubes. Yasujirō Ozu não é dos blockbusters, dos efeitos especiais ou dos actores-celebridades, mas criou algumas das mais bonitas peças de cinema. E fê-lo à sua maneira: serena, introspectiva, simples. Num mundo a correr, é preciso dedicar-lhe tempo. E é justamente o tempo um dos elementos mais fortes de Tōkyō Monogatari (Tokyo Story, 1953). Continuar a ler