“I Am Part of the Resistance Inside the Trump Administration”

Para memória futura, aqui fica o artigo de opinião anónimo que um membro da administração Trump publicou no The New York Times, a 5 de setembro de 2018.

Com um excelente título e mote, vale a pena ter em conta a explicação do jornal sobre a publicação sem a identificação do autor:

The Times today is taking the rare step of publishing an anonymous Op-Ed essay. We have done so at the request of the author, a senior official in the Trump administration whose identity is known to us and whose job would be jeopardized by its disclosure. We believe publishing this essay anonymously is the only way to deliver an important perspective to our readers.”

“The dilemma — which he does not fully grasp — is that many of the senior officials in his own administration are working diligently from within to frustrate parts of his agenda and his worst inclinations. I would know. I am one of them.”

“The root of the problem is the president’s amorality. Anyone who works with him knows he is not moored to any discernible first principles that guide his decision making.”

“Take foreign policy: In public and in private, President Trump shows a preference for autocrats and dictators, such as President Vladimir Putin of Russia and North Korea’s leader, Kim Jong-un, and displays little genuine appreciation for the ties that bind us to allied, like-minded nations.

Astute observers have noted, though, that the rest of the administration is operating on another track, one where countries like Russia are called out for meddling and punished accordingly, and where allies around the world are engaged as peers rather than ridiculed as rivals.

On Russia, for instance, the president was reluctant to expel so many of Mr. Putin’s spies as punishment for the poisoning of a former Russian spy in Britain. He complained for weeks about senior staff members letting him get boxed into further confrontation with Russia, and he expressed frustration that the United States continued to impose sanctions on the country for its malign behavior. But his national security team knew better — such actions had to be taken, to hold Moscow accountable.

This isn’t the work of the so-called deep state. It’s the work of the steady state.”

“There is a quiet resistance within the administration of people choosing to put country first. But the real difference will be made by everyday citizens rising above politics, reaching across the aisle and resolving to shed the labels in favor of a single one: Americans.”

E por falar em heróis, acrescento o telefonema de Bob Woodward com o Presidente dos EUA, sobre o livro que será publicado na próxima semana. Um telefonema que mostra como a equipa de Trump corre atrás das consequências de uma má decisão na gestão da reputação da Administração.

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A carteira ou a vida: Portugal, a troika de esquerda e o Euro

© Partido Socialista/Flickr

© Partido Socialista/Flickr

O Wonkblog reflectiu hoje sobre o impasse político que vivemos à luz das imposições europeias. É que a cor política do governo de Portugal pode mudar mas a Europa continua a mesma de sempre. O artigo fala numa “mini-crise política” e no facto de poder – ou não – resultar numa nova crise económica.

Mais do que isso, faz-nos pensar com a calma que nos tem escapado no que representa esta novidade política de um governo socialista apoiado por PCP e Bloco de Esquerda. Diz o Matt O’Brien do Wonkblog que, apesar do sucesso do programa de ajustamento, a austeridade não acabou em Portugal. E não está para acabar tão cedo, porque a dívida pública ronda os 129% do PIB e o controlo fiscal do ponto de vista político pode ter já atingido o seu limite. (Não esquecer que a receita europeia também não está perto de mudar, mesmo após o episódio da crise grega e quase ruptura da União.)

O Wonkblog (do Washington Post) chama também a atenção para um pequeno mas crucial pormenor que nos tem escapado. É que enquanto António Costa anuncia que formará um governo que porá fim à austeridade, o que os socialistas defendem é apenas menos austeridade. Ora, PCP e Bloco de Esquerda não são assim tão amplos nas suas políticas.

On the one hand, Portugal’s Socialists aren’t against austerity in general, but rather against this much austerity. They want to spread spending cuts to protect their poorest people from losing too much too fast. But, on the other hand, the Socialists’ coalition partners want to reverse a lot of these cuts and restructure the country’s debt. That’s more or less the same platform that Greece’s at-one-time-radical Syriza Party tried to get Europe to acquiesce to, before ditching lest they be forced out of the euro. Would Portugal’s Socialists be able to avoid that kind of confrontation if they depended on the votes of people who wanted one? Who knows.

Com um sistema bancário dependente de empréstimos do Banco Central Europeu, Portugal tem de decidir se joga pelas regras europeias (que já são conhecidas, graças à Grécia) ou se prefere sair do jogo. Dito de outra forma, a austeridade ou o adeus à moeda única.

Portugal, in other words, has to decide whether it hates austerity more than it loves the euro. The two are inseparable. If you want to use Europe’s currency, then you have to play by Europe’s budget rules.

No election can change that.

Ficamos com a sensação de que de pouco servem as eleições ou a escolha de novos governos. Mas, de qualquer forma, os acontecimentos recentes já deixaram no ar essa ideia de que há sempre forma de contornar o voto popular.

O artigo na íntegra: Portugal might be the next stop in the euro crisis.

Milionários às compras nos media

Milionários às compras
Executive Digest, Outubro 2013
Tema de capa
Filipa Moreno e Maria João Vieira Pinto

Jeff Bezos, dono da Amazon, comprou o The Washington Post. John W. Henry, proprietário dos Red Sox, adquiriu o The Boston Globe. A 21st Century Fox de Rupert Murdoch entrou no capital da Vice. Warren Buffett, fundador da Berkshire Hathaway, investiu milhões de dólares na imprensa local. O que está a fazer com que milionários de todo o mundo se tenham lançado numa vaga de compras de jornais?

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