30 antes dos 30: The Grand Budapest Hotel

Se há realizadores que criam marcas inconfundíveis, Wes Anderson construiu toda uma linguagem própria. Dos actores à organização da história, com planos geométricos e cores saturadas… A fórmula deu, em 2014, The Grand Budapest Hotel, um dos melhores filmes do realizador americano, a que a New Yorker chamou “manifesto artístico”. É isso mesmo. Continue reading

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30 antes dos 30: Se7en

Morgan Freeman e Brad Pitt em Se7en

Em 1995, David Fincher precisava de provar que era relevante no mundo do cinema. O texto de Andrew Kevin Walker foi o rastilho de uma carreira onde Se7en ainda é apontado como obra-prima.

David Fincher conta que, depois da primeira apresentação de Se7en, ouviu críticas duras ao filme. Não é difícil imaginar a recepção do grande público a uma história onde um serial killer se inspira nos sete pecados capitais. Mas há melhor ponto de partida do que uma mistura entre os recantos mais escuros da mente humana e as imagens religiosas? Continue reading

30 antes dos 30: Birdman or (The Unexpected Virtue of Ignorance)

Michael Keaton como Birdman

And did you get what you wanted from this life, even so?
I did.
And what did you want?
To call myself beloved, to feel myself beloved on the earth.

“Late Fragment”, Raymond Carver

Uma história que começa com um tipo a flutuar,de pernas cruzadas, vestido apenas com umas cuecas brancas, pode ir dar a qualquer lado. Foi assim que Alejandro G. Iñárritu descreveu “Birdman or (The Unexpected Virtue of Ignorance)”, filme que realizou em 2014 com um elenco de luxo no topo da sua forma, uma cinematografia irreverente e uma história dos tempos modernos. Continue reading

30 antes dos 30: Fight Club

Fight Club (1999)

No regresso à lista dos 30 antes dos 30, calhou, desta vez, Fight Club.

Para começo de conversa, é preciso dizer que o marketing deste filme anda errado desde o início. Portanto, desde 1999 que o Fight Club aparece com a carinha do Brad Pitt a fazer de porta de entrada. Até percebo o motivo, ou não fossem aqueles os anos áureos do rapaz. Mas este filme não é Brad Pitt (apesar de estar bem, sim). Este filme é Edward Norton.

Edward Norton tinha acabado de dar ao mundo American History X (1998). Aí, surge como um neonazi obstinado, que oscila entre a obrigação de cuidar da família e o vórtex que é o seu grupo de skinheads, até alcançar o arrependimento final. A suástica tatuada no peito é inesquecível, como também o é a cabeça rapada naquela personagem ajoelhada no chão, com um esgar estampado no rosto. Os braços estão musculados e o olhar é confiante.

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