
Esta frase é capaz de ser o “I am the one who knocks” do House of Cards.
É estampar em tshirts e canecas enquanto não chegam os novos episódios. E vamos ter de esperar por 2017 para saber mais deste casal amoroso que são os Underwoods.

Esta frase é capaz de ser o “I am the one who knocks” do House of Cards.
É estampar em tshirts e canecas enquanto não chegam os novos episódios. E vamos ter de esperar por 2017 para saber mais deste casal amoroso que são os Underwoods.
Nem Papa Francisco, nem Obama. O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa está a criar a sua própria imagem e a dar todo um novo significado à ideia de política-espectáculo.
Barack Obama protagonizou o seu próprio vídeo de despedida para os encontros com os correspondentes da Casa Branca. No jantar anual em que é sempre estrela de comédia, o presidente dos Estados Unidos mostrou a todos como se faz política-espectáculo (alô, Marcelo?) e provou, mais uma vez, que os Obamas são os maiores.

[Falemos um pouco das promessas. Ou já não há promessas nos tempos que correm?]
Compromissos. A terminologia é muito importante. A direita faz promessas. Nós estabelecemos compromissos.
António Costa, Visão, Agosto 2015
Quem não gosta de uma boa incoerência?

© Filipa Moreno
(Faço já o disclaimer, para amainar leituras potencialmente agressivas das seguintes constatações. Não sou nem de um partido de esquerda, nem de um partido de direita. Aqui vai.)
O pessoal de esquerda ficou muito contente porque voltarmos a ter um ministério da Cultura. Não devem ter gostado muito que, com este ministério, o orçamento para a cultura, em 2016, seja inferior ao do ano passado, quando a pasta estava a cargo de uma secretaria de Estado.
Pior. A malta de esquerda não deve ter gostado muito de ver contrapostas a liberdade de expressão de dois cronistas (Augusto M. Seabra e Vasco Pulido Valente) e a demissão do ministro João Soares. Ministro da Cultura, imagine-se. Coitados.
Pior ainda. A malta de esquerda não deve ter gostado muito de ver um apelo, em sentido contrário à liberdade de expressão, plasmado num dos editoriais do Público (“Cala-te, Sócrates”).
Dá para ser pior que isto? Dá, sim senhor. Quem é que apontou a incoerência de um jornal pedir menos liberdade de expressão a uma figura (pública, em investigação…)? Pedro Passos Coelho.
Este ano está a ser duro para a esquerda. O que torna mais fácil engolir estes sapos? Cá para mim, a coerência. Não adianta defender alguém ou alguma coisa com unhas e dentes, quando erram. Insistir no erro só torna as situações um pouco mais penosas. (Ainda que seja algo divertido ver.) Mais vale reconhecer, com distância e imparcialidade, e seguir em frente, tomando um pouco da humildade democrática de que os políticas tantas vezes falam.
Assim mesmo. Que um “democrático(a)” em frente de cada recomendação torna as reprimendas menos vexatórias.
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