30 antes dos 30: Natural Born Killers

Natural Born Killers. Oliver Stone (1994)

And now the wheels of heaven stop
You feel the devil’s riding crop
Get ready for the future
It is murder.

Há demónios à solta em Natural Born Killers (1994). Há demónios à solta e vivem dentro de Mickey e Mallory Knox, um casal amoroso e assustador de dois serial killers que o destino juntou numa viagem com mais de 50 vítimas. A culpa é das suas famílias abusivas, de terem crescido com os olhos colados à televisão viciante, de terem bebido da sede de mediatismo colectiva. A culpa é da sociedade doente que os produziu e cuspiu e esta é uma das premissa fortes do filme. Estamos nos anos 1990 e Oliver Stone, realizador, deixa o aviso: esta era está perto do fim. Só que esse fim não chega e o caminho que o realizador ladrilhou para lá chegarmos (“o amor será a salvação”) é demasiado ingénuo para esta história, que faz agora 25 anos. Continuar a ler

30 antes dos 30: Kill Bill: Vol. 2

Uma Thurman e David Carradine em Kill Bill, Vol. 2

Depois do Vol. 1, a segunda parte do filme de acção que Quentin Tarantino se propôs fazer para poder comparar-se aos melhores realizadores do seu tempo. Continuar a ler

30 antes dos 30: In Bruges

Brendan Gleeson e Colin Farrell em In Bruges

As paredes góticas da cidade belga de Bruges são porto de abrigo para Ken (Brendan Gleeson) e cárcere para Ray (Colin Farrell). Um faz-se turista, enquanto o outro se vê prisioneiro – mas os dois são assassinos ao serviço de Harry (Ralph Fiennes) neste In Bruges (2008). Estão num exílio temporário enquanto aguardam instruções do patrão. Irlandeses, os dois homens vão parar àquela cidade medieval, que, assim como o guião escrito por Martin McDonagh, está impregnada de uma espiritualidade muito religiosa mas também muito filosófica. Continuar a ler

30 antes dos 30: American Psycho

Christian Bale em American Psycho (2000)

Quando Christian Bale aparece no ecrã, a descrever-nos toda a sua rotina matinal, faz uma máscara facial de menta (sim, os detalhes são tudo para o protagonista de American Psycho). Ouvimos um piano enquanto Bale começa a remover a máscara e a música relaxante dá lugar a uma de tom ameaçador. Mas logo ouvimos “Walking On Sunshine”, quando Bale sai do seu apartamento branco e iluminado para as ruas de New York. Continuar a ler