30 antes dos 30: Magnolia

John C. Reilly e Melora Walters em Magnolia

Paul Thomas Anderson criou uma legião de seguidores. Já era tempo de a lista chegar até ele. Estreou Magnolia quando não tinha sequer 30 anos. Ele não tinha ainda 30, eu acabei de os fazer. A ironia não diz mais do que isso, mas é um bom ponto de partida para a reflexão que ele propõe com este filme. Ou, pelo menos, para a interpretação que aqui fica. Continue reading

30 antes dos 30: Psycho

Janet Leigh em Psycho (1960)

Em 2020, passam 60 anos desde que o público conheceu Psycho e a indústria do cinema nunca mais foi a mesma. A frase é cliché. O que não é cliché são as personagens de Alfred Hitchcock, mestre do suspense, que se propôs fazer um dos melhores filmes de sempre com um orçamento reduzido, uma equipa de televisão e actores pouco conhecidos. Ao fim de todos estes anos, o filme continua a fascinar espectadores. Continue reading

30 antes dos 30: A Torinói Ló

A Tórinoi Ló (2011)

A Tórinoi Ló (2011)

São pouco mais de 30 planos nestas duas horas e meia de filme. Béla Tarr é perito em prolongar as cenas até ao limite da exaustão do espectador. E o que é que há para lá do limite? Em A Torinói Ló (2011), há uma conclusão concreta sobre a finitude do Homem. Para lá desse limite, das repetições monótonas e do silêncio absurdo, há uma angústia asfixiante que se prolonga tanto quanto aquele vento continua a assobiar-nos nos ouvidos, depois de o pano escuro descer sobre a tela. Continue reading