30 antes dos 30: Se7en

Morgan Freeman e Brad Pitt em Se7en

Em 1995, David Fincher precisava de provar que era relevante no mundo do cinema. O texto de Andrew Kevin Walker foi o rastilho de uma carreira onde Se7en ainda é apontado como obra-prima.

David Fincher conta que, depois da primeira apresentação de Se7en, ouviu críticas duras ao filme. Não é difícil imaginar a recepção do grande público a uma história onde um serial killer se inspira nos sete pecados capitais. Mas há melhor ponto de partida do que uma mistura entre os recantos mais escuros da mente humana e as imagens religiosas? Continuar a ler

30 antes dos 30: Her

Joaquin Phoenix em Her (2013)

Spike Jonze pegou numa história sobre inteligência artificial e tirou-lhe o medo que o Homem tem de ser ultrapassado pela máquina. Em HerJoaquin Phoenix é o protagonista deste filme de amor moderno, com a missão de nos pôr a pensar nas grandes perguntas. Quem somos? O que é o amor? Como nos relacionamos com os outros?

Os olhos muito azuis de Theodore Twombly (Joaquin Phoenix) prendem-nos a atenção. Ficamos perdidos naquele foco, impossível de ignorar nos cenários pálidos de Her. O bigode hipster também não passa despercebido. Continuar a ler

30 antes dos 30: The Machinist

Christian Bale em The Machinist (2004)

O filme sobre Dick Cheney, Vice, é já um forte candidato desta época de prémios. Agora que está perto de chegar às salas de cinema portuguesas, vale a pena recordar outro papel icónico do protagonista. Christian Bale, o actor tantas vezes apontado como um camaleão em Hollywood, esteve, literalmente, no extremo oposto da balança em The Machinist, de 2004.

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30 antes dos 30: Life of Brian

Life of Brian (1979)

Ainda no rescaldo do Natal, fechamos o ano com um dos melhores filmes de sempre, que se atira a um dos temas mais delicados de todos os tempos. Life of Brian é uma história sobre o fervor religioso e um marco político e histórico daquele ano de 1979.

Como reza a história, os seis Monty PythonGraham ChapmanJohn CleeseTerry GilliamEric IdleTerry Jones e Michael Palin – decidiram avançar com este projecto depois do sucesso de Holy Grail (1975). A ideia terá surgido entre copos, em Amesterdão, e foi sendo polida até chegar ao enredo como o conhecemos: o judeu Brian Cohen (Graham Chapman) tem o infortúnio de nascer no estábulo ao lado daquele onde Jesus Cristo vem ao mundo e, durante a sua vida, vai sendo confundido com o Messias. Ao descobrir que, afinal, é filho de um romano, rebela-se e trata de juntar-se a um dos grupos que buscam a abolição do Império, empreitada que o leva, ironicamente, a acabar pregado numa cruz. Terry Jones realizou, Chapman desempenhou o papel principal e os membros dos Monty Python foram rodando entre si os papéis dos diferentes quadros do filme, como se fossem sketches de um especial de comédia. Continuar a ler