A malta do Marketing da casa real britânica anda a trabalhar muito bem.


A malta do Marketing da casa real britânica anda a trabalhar muito bem.


Vila Nova de Milfontes, Esposende e uns quantos sítios aqui perto, em fotos das férias, reveladas um ano depois. Porque já cheira a Verão outra vez.
Um ano depois.
© Filipa Moreno w/ Olympus OM-10







Anda meio Portugal a trocar ideias sobre a gravata que Francisco Louçã envergou no Conselho de Estado desta quinta-feira. Azul, inédita, respeitadora dos protocolos.
Compreendo a estranheza. Afinal, esta gravata apareceu subitamente num homem que fez da ausência desse símbolo de poder (para alguns) que é a gravata a indumentária oficial do Bloco de Esquerda. Não se aflijam: o Observador escreveu sobre a gravata de Louçã e consultou especialistas na matéria (consultores de moda, claro está) para explicar o caso.
Não pretendendo desvalorizar a dita gravata e muito menos o engravatado, gostava mais de saber o que pensamos, como sociedade, do financiamento com 7 milhões de euros que a Venezuela deu ao Podemos para ajudar à criação do partido de Pablo Iglesias.
Das salutares bofetadas prometidas pelo ministro da Cultura a Augusto M. Seabra e Vasco Pulido Valente, também já muito se ouviu. Com grande indignação, como convém sempre vincar nestes casos incendiários das redes sociais. Eu cá preferia saber se todos os que comentaram as bofetadas estão a par do motivo da demissão de António Lamas do seu cargo no CCB e da actuação de João Soares em todo o processo.
E parece que Joana Vasconcelos, se fosse refugiada, levaria na sua mochila o iPad, o iPhone, as jóias, uns novelos de lã e mais umas traquitanas. Eu gostava mais de saber o que pensam os portugueses sobre a forma como a União Europeia está a receber e a responder à crise dos refugiados.
Não há paciência para redes sociais, que inflamam meras curiosidades do dia-a-dia. Claro que temos de estar atentos às gravatas que aparecem repentinamente em pescoços estranhos e às mochilas da Joana Vasconcelos e às malas das Pepas. (Salvaguarda para as bofetadas de João Soares, assunto mais sério no tema da asfixia democrática, mas altamente exagerado.) Mas não podemos deixar-nos encandear pela pequenez destes assuntos quando comparados com temas verdadeiramente importantes para a nossa vida e para a nossa existência como sociedade, quais carros desvairados no escuro da noite a cegar-nos com os máximos.
Pedro Arroja, indivíduo inqualificável que diz umas coisas sem sentido na internet e no Porto Canal, teceu ontem considerações relevantes sobre a actualidade política. “Qual o significado da ascensão generalizada das mulheres nas direcções partidárias?”, pergunta Arroja. “É um sinal da degenerescência dos partidos”.
“O moderno partido político é uma organização sectária por excelência, como o nome indica, e uma descendência directa da seita protestante. Todas as grandes seitas do protestantismo foram fundadas e mantidas por homens (frequentemente padres católicos) e os grandes partidos políticos tiveram a mesma característica.”
“A razão é que o espírito masculino é mais sectário do que o espírito feminino, os homens são mais sectários do que as mulheres, sendo estas mais comunitárias do que aqueles. Elevar mulheres à direcção de partidos é enfraquecer o espírito partidário”.
A Sarah Silverman decidiu apoiar publicamente o candidato Bernie Sanders.
Mais do que um endorsement, o vídeo que a humorista americana partilhou na sua página de Facebook é um exemplo de comunicação política. Tem de tudo: fala do adversário do seu candidato (Hillary Clinton, que era a sua escolha inicial) mas de uma perspectiva mais positiva do que destrutiva. Aplaude o caminho que Bernie Sanders tem feito, falando das principais ideias da candidatura (a recusa de financiamento de grandes corporações, que poderiam eventualmente cobrar favores futuros). Elogia o percurso de Bernie Sanders, como homem e político, enaltecendo as posições políticas mais populares, que o americano tomou durante a sua vida. E explica a ideologia do candidato, distanciando-o da massa política indistinguível nos dias que correm.
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