A narrativa patusca de António Costa, por Rui Ramos

 

António Costa 2015


A teoria da narrativa e a demonização da ideologia da direita. E o mais triste é saber que em vez de fazerem fé nas palavras do Rui Ramos, muitos vão descredibilizar o artigo por ter o Observador como origem. Esse tendencioso jornal de direita.

António Costa podia ter apenas saudado o aumento dos candidatos colocados no ensino superior público. Mas foi mais forte do que ele: teve de acrescentar que isso se devia exclusivamente à “morte” do “modelo da direita”. Infelizmente, as estatísticas não o ajudam. O número de colocados começou por cair entre 2010 e 2011. Culpa do “modelo da direita”? Mas era Sócrates quem estava no poder. Depois, o número subiu de 2014 para 2015. Mérito da “reversão das políticas de direita”? Mas era Passos Coelho quem governava. Porque é que António Costa não pode dizer as coisas simplesmente como elas são? Onde está a dificuldade?

Dir-me-ão: mas esta “narrativa”, de tão patusca, não convence. Pois não: a manipulação, quando é demasiado evidente, nunca produziu convicção, mas sobretudo desconfiança e cinismo. Como poderia ser de outra maneira, se passa uma bicicleta, e o governo diz que foi um camião? Mas o poder, ao contrário do que por vezes se diz, nunca precisou de convicções: basta-lhe o conformismo

A vida segundo Galamba

Ao jornal i desta sexta-feira, o deputado João Galamba responde assim quando lhe dizem “Mas o governo PS está à mesma na camisa de forças do Tratado Orçamental…”
“A vida é uma camisa-de-forças. O importante é saber como vesti-la e como alargá-la um bocadinho mais. Há duas posições que devem ser rejeitadas: a ideia de que a camisa-de-forças é boa e de que não ter alternativa é bom porque assim as pessoas lá de fora controlam a irresponsabilidade genético cultural dos portugueses; e a oposição extrema contrária também não me parece correta. A de que como há uma camisa-de-forças o que devemos desejar é a ausência de qualquer camisa-de-forças e a liberdade absoluta. Ambos os extremos são inaceitáveis.”

FLOTUS: “When they go low, we go high”

I want someone with the proven strength to persevere, someone who knows this job and takes it seriously, someone who understands that the issues a president faces are not black and white and cannot be boiled down to 140 characters. Because when you have the nuclear codes at your fingertips and the military in your command, you can’t make snap decisions. You can’t have a thin skin or a tendency to lash out. You need to be steady and measured and well-informed.